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Nacional

STF suspende julgamento da moratória da soja

STF adia julgamento da moratória da soja após debates entre produtores e tradings

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal)Flávio Dino e Dias Toffoli, suspenderam o julgamento que decidiria sobre a moratória da soja (19) após ouvir requerimentos a favor e contra a proposta. Toffoli apontou que os argumentos das partes são convincentes e encaminhou o processo para o Nusol (Núcleo de Solução Consensual de Conflitos) para a decisão. Os relatores podem prorrogar o prazo de análise do órgão, que é de 90 dias.

De acordo com o ministro Dias Toffoli, a suspensão do julgamento se deu pela “excelência dos debates”. “Acho que um acordo entre os produtores e as grandes tradings seja um acordo posível, que evitaria conflitos na justiça”, destacou o ministro.

Flavio Dino defendeu o encaminhamento do julgamento para o Nusol para evitar que o conflito se prolongue

“O meu medo é que isso vire outro setor supralcoleiro, porque não acaba nunca mais”, argumentou o ministro.

Criada em 2006, a moratória é um pacto ambiental entre as principais tradings de grãos — como Cargill, Bunge, ADM e Louis Dreyfus Company —, a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), a Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) e organizações não governamentais (ONGs).

O acordo proíbe a compra de soja produzida em áreas desmatadas na Amazônia após 2008 — mesmo que o desmatamento tenha sido autorizado por órgãos estaduais. O tema chegou ao STF após uma escalada de conflitos entre produtores e exportadores.

O julgamento ocorreu após um 2025 conturbado para o setor. Em agosto, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) chegou a suspender o pacto por indícios de infração à ordem econômica.

A Justiça Federal concedeu liminares conflitantes sobre o tema até que Dino determinou, em novembro, a paralisação de todas as disputas no país.

Associações como a Aprosoja (Associação Brasileira dos Produtores de Soja) e governos de estados agrícolas questionam a legalidade do pacto, sob o argumento de que ele ignora o Código Florestal e fere o direito de propriedade ao criar uma restrição privada sobre áreas de desmate legal.

Por fim, a judicialização ganhou força em agosto de 2025, quando o Cade, a partir de pedido da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), determinou a suspensão do pacto por indícios de infração à ordem econômica, com previsão de multa diária de R$ 250 mil às empresas.

Fonte: cnn

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