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Taxado: Governo brasileiro lista reuniões para negar falta de boa-fé em negociações sobre tarifas com os EUA
Governo usa lista de reuniões como argumento contra acusações dos EUA envolvendo a aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros
O governo brasileiro rebateu nesta quinta-feira (16) as acusações dos Estados Unidos (EUA) de que não houve uma negociação de “boa-fé” para evitar a imposição de novas tarifas, apresentando uma lista detalhada de reuniões realizadas entre as partes como prova de seu empenho no diálogo.
Segundo dados compilados pela gestão federal, desde o ano passado foram realizados trinta contatos entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos para tratar sobre tarifas.
Como ocorreram as negociações
De acordo com assessores do governo, representantes do Brasil e dos Estados Unidos realizaram as tratativas em reuniões presenciais e virtuais, tanto em nível ministerial quanto técnico.
O governo brasileiro ressalta ainda que, do total, onze foram diretamente com o secretário de Estado, Marco Rubio, ou com o embaixador Jamieson Greer.
Rubio atribui tarifas à postura do governo brasileiro
Rubio apontou (15) o governo brasileiro como culpado pelas taxas impostas. “Não haja confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé”, destacou.
Embaixador mantém porta aberta para negociações
Já Greer declarou que “as extensas negociações com o Brasil ao longo do último ano não resolveram essas questões, mas continuamos abertos a prosseguir com as negociações com o Brasil”.
Em nota, o Palácio Planalto anunciou que usará instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade contra as novas cobranças impostas por Washington.
Por fim, o governo brasileiro busca rebater diretamente a alegação de falta de diálogo apresentada por autoridades norte-americanas. Ao divulgar o histórico de encontros, o Planalto sustenta que manteve canais diplomáticos ativos durante todo o período de negociação. E buscou uma solução para evitar a adoção das tarifas. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), representantes dos dois países realizaram reuniões de alto nível e conduziram tratativas técnicas ao longo das conversas.
Apesar da troca de declarações, os Estados Unidos afirmam que permanecem abertos à continuidade das negociações. Do lado brasileiro, o governo avalia que defenderá os interesses nacionais tanto por meio do diálogo diplomático quanto dos mecanismos previstos na legislação brasileira. Incluindo a Lei de Reciprocidade, caso Washington implemente as medidas anunciadas.
Fonte: cnn
