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Brasil encerra COP15 em Campo Grande e lança Declaração do Pantanal como prioridade global

Brasil encerra COP15 em Campo Grande com lançamento da Declaração do Pantanal e assume liderança global na proteção de espécies migratórias

Brasil encerra COP15 em Campo Grande e lança Declaração do Pantanal como prioridade global. A primeira edição do evento realizada no Brasil chegou ao fim (29) na Capital, deixando um legado de decisões e compromissos internacionais em favor da conservação das espécies migratórias. O encerramento contou com o anúncio oficial de que a Alemanha sediará a próxima edição do evento em 2029. Marcando, contudo, o retorno do tratado ao país que o recebeu pela primeira vez, em 1985.

Presidida pelo secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a conferência trienal reuniu representantes de 133 países para discutir medidas de proteção a espécies migratórias em escala global. O Brasil assumiu oficialmente a presidência da convenção a partir desta edição, mantendo, dessa forma, o cargo até a próxima conferência.

Durante o encerramento, Capobianco lançou a Declaração do Pantanal. Um convite a mais de 130 nações para colocar o bioma brasileiro no centro da agenda internacional de conservação. A iniciativa visa proteger não apenas os destinos das espécies, mas também suas rotas migratórias e pontos de parada, consolidando o Pantanal como prioridade global.

“A natureza não reconhece fronteiras, e nosso compromisso de protegê-la também não pode”, destacou Capobianco em seu discurso, ressaltando a importância da cooperação internacional e da integração de políticas entre governos, comunidades tradicionais e organizações ambientais.

Alemanha sediará próxima edição

A Alemanha, representada na plenária, confirmou sua disposição em sediar a COP16 em 2029, na cidade de Bonn, onde o tratado nasceu. “É uma honra receber todos em Bonn para celebrar o 15º aniversário da convenção”, afirmou a representante alemã, elogios que foram reiterados pela secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel.

A COP15 também reforçou a relevância das zonas úmidas pantaneiras. Destacando o Pantanal como patrimônio natural estratégico e incentivando ações concretas de conservação, pesquisa e educação ambiental. Além disso, a conferência definiu prioridades para planos de ação, orçamento e atualização das listas de espécies protegidas. Consolidando decisões que guiarão políticas públicas nos próximos anos.

Por fim, com o tema “Conectando a Natureza para Sustentar a Vida”, a COP15 marcou a primeira vez que o Brasil sediou o evento. Consolidando a posição do país como protagonista na governança ambiental global e na proteção de espécies migratórias.

Fonte: CMS

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